Home I’ll never be
Um ônibus em movimento, cabelos ao vento, estou livre na cidade.
Só me sinto bem assim: entre o começo e o fim.
Despedida. O abraço de um segundo, o avião. Solidão é psicológica?, como sono, como a fome? A fome, a fome de engolir todo o mundo, desaparecendo de uma vez, voltando às origens. Porque prefiro me anular por completo do que chorar até dormir sabendo quem eu sou.
É o enjôo, é o frio… Lábios secos, coração vazio.
Vamos continuar na estrada?


