Senta que lá vem post: Eu também vou reclamar!

Antes de tudo: Eu acho que poderíamos estar discutindo sobre testes em animais, ou sobre desperdícios, ou até teorias da conspiração. Mas não resisto a um burburinho fashion-twitteiro.

Antes de tudo 2: Conheço, gosto e visito alguns blogs da rede F*Hits.

Capítulo 1: Em defesa da “Moda”

Moda, ao contrário do que muitos pensam, é muito mais do que consumo. Moda é para ser lúdica, é uma fantasia e também é forma de expressão. É História em forma de vestimenta e muito mais do que um look do dia. Preocupa-me a forma que a Moda está tomando dentro do Brasil através de blogs e redes sociais. Ela está crescendo, mas ao mesmo tempo se perdendo.

Antes do consumo, deve sempre vir a inspiração. Mas não é assim que está acontecendo. Por outro lado, já parou para pensar que, se blogs estão fazendo tanto dinheiro e revoltando tanta gente, os próprios leitores têm culpa? Pois se estivéssemos mais preocupados em nos encontrar como indivíduos pensantes, únicos e especiais, não precisaríamos de milhares de blogs e sites falando a mesmíssima coisa e de uma maneira tão genérica.

Pesquise, informe-se, descubra quem você é. E, pelo amor de Deus, leia aquilo que te excita! Compre aquilo que você achou incrível.

Capítulo 2: Não desanime!

Escrevo blogs pessoais desde os 13 anos, blogs voltados para moda desde 2009 e mantenho uma revista virtual indepentende muito bacana (modéstia à parte) desde 2010. E quando surgiu “a maior prime sei lá o que de network sei lá o que do Brasil” fiquei seduzida, confesso. Achava-me digna de estar dentro dela.

Eu gostaria de ter acesso à estrutura e às oportunidades do F*Hits (incluindo ir pra London town de graça)? Claro! Mas tudo tem seu preço. Achei uma ideia fabulosa? Certamente. Mas tudo tem seus contras. E depois de um tempo, conforme novos e esquisitos blogs foram entrando, percebi que não tenho muito a ver com esse mundo…*Preguicinha*

Mas… prefiro me exaltar e confiar no meu taco do que me rebaixar diante de (algumas) pessoas que tem seus posts escritos por assistentes, mas que ainda assim estão nesta rede tão importante. O mundo nunca esteve pronto para minhas opiniões e ações — e não era agora que ia me aceitar. Estou acostumada com estranhamentos e rejeições. Prefiro a integridade. Esta palavra importa muito para mim e são poucos os it-blogs de hoje que conseguem mante-la.

Sinto que daqui a pouco será mais vantagem continuar no underground. Prefiro ser a Lula, ou Dansk, do que a Vogue América. E se eu nunca ganhar dinheiro com isto, paciência. Não comecei a Lagarta por dinheiro — apesar de ser uma ideia extremamente sedutora viver fazendo o que realmente gosto. Tudo em seu tempo. Paciência, blogueiras e criadoras independentes do meu Brasil. Vocês também são especiais.

Capítulo 3: Os contras

Muito se fala, muito se fofoca. Não estou aqui para contar podres de ninguém, sou melhor do que isso. E podre, cada um tem o seu, inclusive eu. Sempre tentei ser profissional e verdadeira, sabe?

Mas se querem saber? Acho feio, sim, uma blogueira rica dizer que acordou com vontade de conferir a Marisa, como se seus leitores fossem verdadeiros idiotas. Acho feio uma pessoa que te dá oi com um sorriso num dia, mas no evento seguinte virar as caras como se nunca tivesse te conhecido (e como se ela fosse alguém importante). Acho feio a Melissa convidar duas blogueiras que nunca deram a mínima para a marca para um lançamento em Nova York. E falando em Nova York, acho feio também querer pagar uma mixaria para um fotógrafo e no mês seguinte estar curtindo bons drinks na mesma cidade. Isso tudo, na verdade, vai além do feio; é primitivo. O mundo é tão maior do que isso, nós não precisamos ser vazios, fúteis, sem alma… Nós podemos ser muito mais.

Desejo, do fundo do meu coração, que todas as boas e novas ideias caminhem sempre para um bem maior. E não para esta palhaçada toda que vivenciamos no mundo virtual. E se vocês acham que o problema começou com algumas entrevistas, pensem de novo. E vão procurar o que fazer.

E fim de papo.

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